Diretora-geral da ONIP participa do lançamento da 7ª edição do Panorama Naval

Evento aconteceu no primeiro dia do NavalShore 2026

A diretora-geral da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (ONIP), Marta Lahtermaher, participou, nesta terça-feira (18/8), do lançamento da 7ª edição do Panorama Naval. O lançamento aconteceu no primeiro dia do NavalShore 2026.

O evento contou com a realização de quatro painéis, com temas abordados no estudo e palestrantes que atuam no segmento. Durante o primeiro painel, que teve como tema o Contexto e Experiência Internacional, a diretora-geral da ONIP, destacou que grande parte do valor agregado da construção naval está nos equipamentos, na engenharia, nos serviços especializados, na automação e na tecnologia. Portanto, uma política industrial bem desenhada precisa usar as encomendas para desenvolver fornecedores nacionais e aumentar a participação das empresas brasileiras justamente nos segmentos de maior valor agregado.

“O Brasil precisa substituir uma política baseada em ciclos de encomendas por uma estratégia de desenvolvimento industrial de longo prazo. Temos hoje uma janela muito importante de investimentos. O sucesso não será medido apenas pelo número de navios ou plataformas construídos nos próximos anos, mas pela capacidade que conseguirmos deixar instalada — nas empresas, nos fornecedores, na engenharia, na tecnologia e nas pessoas — quando essa carteira atual terminar”, avaliou.

Para a executiva da ONIP, a política industrial não pode ter como objetivo simplesmente proteger capacidade instalada. “Ela precisa ajudar a indústria a se tornar mais competitiva. E hoje isso significa investir em digitalização, novos processos produtivos, engenharia, descarbonização e novas tecnologias marítimas”, afirmou. “O próprio mercado está mudando, e isso abre oportunidades para o Brasil em áreas como descomissionamento, embarcações de menor intensidade de carbono e, no futuro, energias renováveis offshore”, concluiu.

Elaborado pela Firjan, o Panorama aponta o total de mais de 2 mil empresas fornecedoras de bens e serviços ligadas ao encadeamento produtivo naval. Até por volta de 2031, serão mais de 20 plataformas a serem entregues, além das oportunidades que se multiplicam no reparo e manutenção das 77 plataformas em operação, das 475 embarcações de apoio, responsáveis pelo suporte das operações marítimas.

De acordo com o levantamento, o estado do Rio concentra o maior parque naval do país, reunindo 24 dos 49 estaleiros brasileiros e 66 mil dos 181 mil empregos relacionados às atividades navais no país. A indústria naval fluminense também abriga 82% das plataformas marítimas em operação no Brasil, consolidando-se como principal polo da atividade naval e offshore.