ONIP participa da Amazon Energy 2026

Presença em evento realizado em Belém, no Pará, reforça compromisso da Organização com o fortalecimento da indústria brasileira de óleo e gás e com a ampliação da integração regional

A ONIP participou, nos dias 30 de junho e 1º de julho, do Amazon Energy 2026, evento promovido pela Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA). O encontro reuniu, em Belém, no Pará, lideranças da indústria, do governo, da academia e de instituições nacionais e internacionais para discutir o futuro da energia na Amazônia.

Para a Diretora-Geral da ONIP, Marta Franco Lahtermaher, a participação no evento reafirma o compromisso da Organização com o fortalecimento da indústria brasileira de óleo e gás e com a ampliação da integração regional:

“Em um contexto de expansão das atividades na Margem Equatorial, o estreitamento das relações com Guiana e Suriname representa uma oportunidade para ampliar a inserção internacional dos fornecedores brasileiros, fortalecer a cadeia produtiva nacional e contribuir para o desenvolvimento econômico sustentável da região amazônica”, avalia.

Para a executiva, o Amazon Energy se consolidou como um dos principais fóruns para o debate sobre petróleo, gás, transição energética, inovação e desenvolvimento regional.

A programação abordou temas estratégicos para o setor energético, com painéis dedicados ao desenvolvimento da indústria paraense, às oportunidades para pequenas e médias empresas, ao avanço da exploração na Margem Equatorial brasileira, às políticas públicas para inovação e à sustentabilidade. Também foram discutidas as diretrizes estratégicas para o setor de óleo e gás e os desafios da geração e distribuição de energia na Amazônia. O evento contou ainda com exposição de empresas, rodadas de negócios e espaços voltados à geração de parcerias e oportunidades para a cadeia produtiva.

“Um dos destaques desta edição foi a participação de representantes da Guiana e do Suriname, evidenciando o crescente protagonismo desses países no cenário energético regional”, conta Marta. “Os debates ressaltaram o forte crescimento da economia guianense impulsionado pela produção de petróleo, o início da exploração no Suriname previsto para 2028, em projeto liderado pela TotalEnergies, e as oportunidades decorrentes da integração entre os mercados dos três países”, destaca.

Também foram discutidos aspectos fundamentais para a ampliação da presença empresarial brasileira na região, como os desafios logísticos, a revisão do acordo de cooperação entre Brasil e Suriname conduzida pelo Itamaraty e a necessidade de intensificar a aproximação entre os setores produtivos.

“O embaixador brasileiro no Suriname destacou que o país não recebe uma missão empresarial brasileira há cerca de dez anos e defendeu que o momento atual é especialmente favorável para ampliar os investimentos e a atuação das empresas nacionais”, explica.