Editorial ONIP – Junho 2026

O primeiro semestre de 2026 reafirma um movimento que vem se consolidando na ONIP: o fortalecimento da Organização como espaço de convergência da indústria brasileira de óleo e gás.

Esse movimento se reflete no crescente engajamento das empresas associadas, cuja participação ativa tem contribuído para enriquecer os debates e fortalecer a construção coletiva das prioridades da organização. A segunda reunião do Comitê de Empresas, realizada no dia 18 de junho, na Casa Firjan, evidenciou esse compromisso, reafirmando o papel da ONIP como um ambiente qualificado de diálogo entre os diferentes segmentos da cadeia produtiva.

Também participamos, nos dias 30 de junho e 1º de julho, do Amazon Energy 2026, evento promovido pela Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA). O encontro reuniu, em Belém, no Pará, lideranças da indústria, do governo, da academia e de instituições nacionais e internacionais para discutir o futuro da energia na Amazônia. A presença no evento, promovido por uma federação associada à ONIP, a FIEPA, reafirma o compromisso da Organização com o fortalecimento da indústria brasileira de óleo e gás e com a ampliação da integração regional.

Ainda em junho, manifestamos nossa oposição à tributação das exportações de petróleo bruto prevista na Medida Provisória nº 1.340/2026. Em nosso ponto de vista, a medida representa um sinal negativo para investidores nacionais e internacionais justamente em um momento em que o Brasil reúne condições excepcionais para ampliar sua produção de petróleo, fortalecer sua indústria fornecedora e consolidar sua posição entre os principais produtores globais de energia.

A ONIP segue ampliando sua atuação institucional, fortalecendo sua interlocução com empresas, entidades e órgãos públicos, expandindo sua presença nacional e internacional e conduzindo iniciativas voltadas ao aumento da competitividade da indústria brasileira.

Os desafios do setor permanecem relevantes e exigem coordenação, diálogo e visão de longo prazo. Nesse contexto, a ONIP seguirá mobilizando seus associados e promovendo a convergência entre indústria, governo e demais instituições em defesa de uma política de conteúdo local capaz de conciliar competitividade, desenvolvimento industrial e segurança jurídica.

Mais do que estabelecer índices, trata-se de criar condições para que os investimentos em óleo e gás se traduzam em inovação, fortalecimento da cadeia de fornecedores, geração de empregos qualificados e ampliação da capacidade produtiva nacional.

Marta Franco Lahtermaher
Diretora Geral
Organização Nacional da Indústria do Petróleo – ONIP